sexta-feira, 11 de março de 2016

Amazônida do Norte!

  
Meu amigo! Vou te contar uma coisa, quero morar na ilha. Nasci em Belém, porem a cidade grande já deu para mim. Sou paraense com muito orgulho, amante do tacaca servido na cuia pitinga, sou amazônida do norte, tenho sangue caboclo, gosto de estar no meio da natureza, onde predomina o verde, gosto do barulho do mar, das noites de luar, gosto de plantar no fim da tarde, sinto prazer em acordar pela manhã ao som da passarada festejando o milagre do nascer de mais um dia.
Como é bom ir ao quintal comer uma fruta no pé da arvore, murucí, manga, taperebá, acerola, laranja, graviola, jaca, cupuaçu. Que tal pegar uma peconha, subir no açaizeiro e apanhar um cacho de açaí bem pretinho, mas se estiver na ante safra, serve paral, é quando a maioria dos caroços ainda estão verdes no cacho. Gosto de comer macaxeira cozida com margarina e café bem quentinho. Gosto de tomar banho de mar mesmo sendo ondas de rio, rio mar!
Só aqui no Pará tem isso, só aqui a natureza vive em harmonia com o progresso, ou pelo menos tentamos! Aqui seguimos os bons exemplos dos animais, como o papagaio que é considerado “o pássaro do amor”, pois ao escolher seu parceiro, fica com ele até o fim da vida, indo e vindo sempre juntos de um lado para outro em busca do alimento essencial para a sobrevivência da espécie.
Este sou eu, este é o meu lugar, me orgulho de ser daqui onde a vida não é fácil de ser vivida, temos que acordar cedo todos os dias e ir à luta, e embora matando um leão por dia, somos um povo feliz, que muitas vezes carrega o pais nas costas, somos explorados por nossa própria nação, que leva nosso minério, nossa energia, e nem ao menos dizem obrigado.

By: Elcio Silva (15/02/2016).

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