sexta-feira, 11 de março de 2016

Mistério no Grande Lago de Cotijuba...

    
No centro da Ilha de Cotijuba, existe um grande lago, o qual tem uma fama cheia de mistérios, deixando-me bastante curioso e com grande vontade de conhece-lo pessoalmente, pois pelo que falam, deve ser um lugar fantástico, dizem que o local é morada de grandes variedades bichos misteriosos entre eles cobras, jacarés, roedores e mamíferos em geral. Sua flora é composta por arvores centenárias as quais devem ter sido testemunhas de muitos fatos acontecidos em baixo de suas frondosas copas. Os animais são nativos da ilha desde quando Cotijuba não era conhecida pela civilização.
       
Imagem da Internet
      
Alguns moradores antigos comentam que muitos foram para aquelas paragens e não voltaram, geralmente caçadores, a também quem diga que na época da ditadura usaram o local para sumir com os opositores do vil regime, principalmente na época em que o Educandário da ilha se tornou um presidio, tornando-a conhecida como “ilha do diabo”, outros dizem que muitos presos perigosos foram mortos e jogado no lago com uma pedra amarrada no pescoço. Não se sabe ao certo até onde isso é verdade ou apenas mais uma lenda do lugar.
A grande variedade de animais atrai os caçadores que se aventuram a ir até aquele local inóspito e perigoso em busca de uma boa caçada. Certa vez um senhor morador antigo da ilha contou-me que resolveu ir caçar para as bandas de lá, mesmo porque poucos encaravam aventurar-se devido terem medo motivado principalmente pelas lendas e mitos sobre o lugar.  Ao chegar as proximidades do lago por volta das 17 horas, escolheu um local próximo a um najazeiro que dá um fruto muito apreciado pelos animais. Cortou um varão forte, e aproveitou a bifurcação dos galhos de duas arvores e montou seu “mutam” amarrou o varão nas duas arvores e atou sua rede onde passaria noite, faria um tipo de caçada conhecida aqui na Amazônia como “caçada de espera”, muito usada na região o qual consiste em ficar esperando a caça de hábitos de alimentação noturnas em cima do “mutam” em noites bem escuras.
Por volta de 18 horas, subiu para sua rede e ficou de tocaia esperando pacientemente o futuro animal a ser abatido.  Antes de escurecer, verificou se a cartucheira estava carregada, guardou os cartuchos sobressalentes no bolço da jaqueta. As horas passavam lentas, por volta de 21 horas não tinha aparecido nada de caça. A noite estava assustadoramente calma, fazia um silencio estranhamente diferente, interrompido apenas por pios de corujas e instalar do tamaguaré.
Porém, nem em seu pior pesadelo imaginou passar por momentos tão assustadores e perigosos o qual vivenciaria nos próximos minutos. De repente ouviu um barulho estranho, a princípio ficou eufórico pensando que sua sorte havia mudado, afinal toda aquela espera seria recompensada, percebeu que algo se arrastando entre as folhagens da margem lago, o barulho foi aumentando, agora além das folhas, os galhos das arvores também instalavam e quebravam, não dava para ver nada devido a escuridão da noite, sentiu um frio na espinha, seu coração começou a bater forte, pois percebeu que algo estava errado, o ar ficou com um odor insuportável, um cheiro de pitiú de cobra tomou conta do ar, foi quando viu dois grandes olhos na escuridão, ficou aterrorizado, nunca imaginou que existiria na natureza tamanho animal, pensava que fosse apenas lenda, uma grande cobra vinha em sua direção, foram segundo de terror sem saber o que fazer, a bicha passou bem próximo ao local onde estava trepado, o tamanho era de assustar o mais corajoso do homens, o corpo do monstro era grande por demais, uns dois metros de largura, era cobra que não acabava mais, tendo um comprimento aproximadamente uns trinta metros.
Foram os minutos mais assustadores da sua vida, quem sabe esta seja a explicação para tanto sumiço de gente naquela área  da ilha. Mais a vez a história amazônica mais contada surge também na ilha de Cotijuba! “A história da cobra grande”.

By: Elcio Silva (18/02/2016).

Amazônida do Norte!

  
Meu amigo! Vou te contar uma coisa, quero morar na ilha. Nasci em Belém, porem a cidade grande já deu para mim. Sou paraense com muito orgulho, amante do tacaca servido na cuia pitinga, sou amazônida do norte, tenho sangue caboclo, gosto de estar no meio da natureza, onde predomina o verde, gosto do barulho do mar, das noites de luar, gosto de plantar no fim da tarde, sinto prazer em acordar pela manhã ao som da passarada festejando o milagre do nascer de mais um dia.
Como é bom ir ao quintal comer uma fruta no pé da arvore, murucí, manga, taperebá, acerola, laranja, graviola, jaca, cupuaçu. Que tal pegar uma peconha, subir no açaizeiro e apanhar um cacho de açaí bem pretinho, mas se estiver na ante safra, serve paral, é quando a maioria dos caroços ainda estão verdes no cacho. Gosto de comer macaxeira cozida com margarina e café bem quentinho. Gosto de tomar banho de mar mesmo sendo ondas de rio, rio mar!
Só aqui no Pará tem isso, só aqui a natureza vive em harmonia com o progresso, ou pelo menos tentamos! Aqui seguimos os bons exemplos dos animais, como o papagaio que é considerado “o pássaro do amor”, pois ao escolher seu parceiro, fica com ele até o fim da vida, indo e vindo sempre juntos de um lado para outro em busca do alimento essencial para a sobrevivência da espécie.
Este sou eu, este é o meu lugar, me orgulho de ser daqui onde a vida não é fácil de ser vivida, temos que acordar cedo todos os dias e ir à luta, e embora matando um leão por dia, somos um povo feliz, que muitas vezes carrega o pais nas costas, somos explorados por nossa própria nação, que leva nosso minério, nossa energia, e nem ao menos dizem obrigado.

By: Elcio Silva (15/02/2016).

O tempo que o tempo tem...

    
Está acontecendo muito rápido a passagem desses novos tempos! Somos consumidos pelos minutos dia após dia, o que era presente, um segundo depois já virou passado, e o que é pior, daqui a exatamente um segundo, o futuro já será presente! Isso me deixa assustado, parando para refletir, como perdemos tempo com coisas inúteis! Porem a pergunta que faço: o que é a inutilidade? O que pode ser considerado perda de tempo. Uma pergunta difícil de ser respondida, mesmo porque é difícil darmos respostas para coisas que não sabemos, as quais não conhecemos, então como resolver este problema, será que observar para absorver é uma boa estratégia, quem sabe, ver nos erros dos outros a oportunidade de acertar, de aprender. Sim, mas e ai? Ainda não sei com o que devo ocupar meu tempo! Se perguntar para uma pessoa dedicada ao trabalho, ela com certeza dirá que a melhor forma de ocupar o tempo é trabalhando, produzindo riquezas para nosso pais, para a sociedade, para si próprio. Se perguntar para um religioso, dirá que a melhor maneira de passar o tempo e orando. A um estudante, estudando. Neste momento me dá uma curiosidade, qual seria a resposta sobre este assunto se perguntasse a uma pessoa idosa, alguém que já não tem tanto tempo neste mundo. E ai? O que ele dirá. A única certeza que tenho é que devemos viver essa vida de forma que não nos gere dividas sentimentais, espirituais e financeiras, que não magoemos ninguém, por onde andarmos, sejamos vistos como pessoas do bem, pessoas positivas, que saibam agradecer,  pois a gratidão, junto com o amor, mais a caridade, com certeza foram sentimentos deixados em forma de presente pelo Criador, este Ser Poderoso, que nos deu a vida eterna, então vamos em frente, que venham os segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses, anos, décadas, estamos aqui preparados para enfrenta-lo, mesmo que sejam duros, cheios de tribulações, estamos aqui, na esperança e na certeza que Deus não dá cruz que não possa ser carregada, amo minha vida, amo minha eternidade, se hoje estou triste, tenho certeza que é por pouco tempo, pois nada é para sempre, a luz sempre brilhara, a escuridão não consegui se sobrepor a ela. Obrigado Senhor por tudo, mesmo pelos dias tristes. Obrigado.

By: Elcio Silva (20/01/2016).