Ainda não conhece Cotijuba?... Então não sabe o que esta perdendo!
Por do sol na praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014
Quintal com plantação de açaí, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia da Pedra Branca, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Uma ilha misteriosa e encantadora! Rica de belas
histórias!...Assim é Cotijuba, para alguns apenas um local para relaxar nos fins de semana, para outros um lugar onde os mistérios do passado se confundem com o presente, originando
historias “causos” os quais muitos são pura imaginação daquele povo, porem
existem verdades em outros! Verdades trágicas, cheias de sofrimentos, deixando
o lugar recheado de mistério e magia.
Praia da Pedra Branca, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Por do sol na praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
A Ilha e composta de belas praias! Mas não se engane, alguns moradores relatam os misterios do lugar com respeito e um certo receio devido a muitos casos misteriosos ali acontecidos.
Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Fim de tarde, Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia da Pedra Branca, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Se fala muito que tais acontecimento são originados pelo fato da ilha no passado ter sido palco de muitos situações trágicas e violentas ocorridos na época da Ditadura Militar. Outros dizem que a ilha é protegida por elementos da natureza os quais foram incumbidos de proteger as praias, floresta, lagos e igarapés, são os guardiões daquele lugar.
Por do sol na praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Por do sol na praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
As belezas das praias
fundem-se com a natureza exuberante, tornando-se um belo espetáculo ao ar livre,
presenteando seus visitantes com momentos os quais jamais serão esquecidos.
Praia da Pedra Branca, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praias de água doce as quais sem sombra de duvida são as mais belas
encontradas aqui no norte do Brasil.
By Elcio Silva
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Casos ou "Causos" da ilha.
Um dos meus passatempos favoritos quando estou na ilha, é conversar com os moradores. Incrível como a troca de informação é interessante!
Certa noite!... Estávamos reunidos na frente do restaurante do “Tio Gordo” tomando umas cervejas... Já era bem tarde, quando um de nossos amigos morador antigo do lugar, contou um caso acontecido há algum tempo atrás. Encheu seu copo de cerveja, virou de uma só vez e disse:
“Meus amigos, as pessoas quando vem para a ilha só pensam em diversão! E não estão erradas! Mas às vezes, mesmo tudo sendo motivo de festa, deviam ter cuidado! O povo da cidade, devido a vida corrida, esquecem a existência do imaginário e do encantado! Chegam aqui e pensam poder mexer em tudo, não respeitam as leis da natureza, é quando se dão mal! É quando são pegos de surpresa.”
Fiquei imaginando pelo olhar dele que algo muito assustador seria revelado naquela noite, continuou:
“Certa vez dois “cabocos” da cidade estavam aqui no bar “enchendo a cara”, já passava da meia noite quando resolveram ir para suas casas, localizada na praia da Pedra Branca, distante um quilometro daqui. O problema é que depois de uma breve discussão decidiram ir pela praia. Aconselhei a irem pela estrada, pois àquela hora era perigosa e não aconselhava o caminho da praia, mas sabe como é porre teimoso, não consegui convencê-los”.
“Porque tanta preocupação ao irem pela praia, acredito que àquela hora da noite a estrada não seria tão diferente. Então ele prosseguiu:
“Espere o fim da historia, acredito que mudará sua opinião. No outro dia, eles apareceram e me contaram o sucedido com eles”.
Fiquei ansioso para saber o que havia acontecido. Então falaram quase ao mesmo tempo:
“Amigo, estamos até agora sem saber direito o que aconteceu, foi terrível, num primeiro momento pensávamos se tratar da bebedeira, mas depois percebemos e ficamos convencidos que tudo que se passou foi real. Quando saímos daqui, descemos a rua e fomos pela praia, o trajeto até nossa casa levaria no máximo uns 20 minutos, porem, andamos por horas e não conseguimos encontrar a escada que subia para nossa casa, em determinado momento, a paisagem mudou, as arvores pareciam maiores, foi como se tivéssemos voltado num tempo onde a ilha ainda não era habitada, a iluminação da estrada e as casas haviam sumido, tudo parecia selvagem, não existia vestígio de civilização, quando estávamos chegando a beira do desespero, avistamos um senhor aparentando ser idoso, ele estava sentado numa raiz de arvore trazida pelo mar, ficamos felizes ao vê-lo, pelo menos não estávamos só, resolvemos perguntar as horas para ele, quando o homem levantou e olhou para nós, ficamos desesperados e saímos correndo e gritando por socorro. Meu amigo! Você não vai acreditar! O homem tinha “cara” de caveira! Não sei, corremos por um bom tempo, foi então que num passe de mágica a paisagem estranha, voltou ao normal... Encontramos nossa escada e conseguimos chegar em casa são e salvos.”
É meus amigos... Não se brinca com o que não se conhece... Se tivessem ido pela estrada não teriam passado por este pesadelo.
Bem se isso aconteceu ou não, eu não posso dar certeza, mas esse é apenas um dos muitos casos ou “causos” que acontecem naquelas paragens.
By: Elcio Silva.
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Casos ou "Causos" da ilha.
Como sempre não perco a
oportunidade de aprender sobre os mistérios que fazem parte do cenário da ilha
de Cotijuba, era segunda feira de carnaval,
as horas já estavam bem adiantadas, encontrávamos bebendo umas cervejas
eu e meus dois sobrinhos, num bar próximo da barraca onde vende passagem para o
bondinho que leva os turistas da praia do “vai quem quer” para a sede de onde
sai os “popopos” e o navio. A noite estava bonita, porém sem estrelas. Um de
meus sobrinhos mora na ilha desde pequeno, acostumado com as histórias e causos
que ouve desde pequeno resolveu nos contar algumas histórias as quais terei o
prazer de narrar a vocês...
01 - O Navio Misterioso
Imagem da Internet
Ele contou uma história
que já ouviu de várias pessoas que tiveram a experiência de ver um navio que geralmente
surgi quando a pessoa está sozinha andando pela praia, alguns moradores antigos
relatam que o navio afundou entre as ilhas de Cotijuba e Marajó. Era um belíssimo
navio, cheio de luzes, com vários andares, os comentários que fazem sobre o
misterioso navio é que as pessoas estavam felizes, aparentemente estavam em
festa, quem o viu fica maravilhado com a beleza exuberante, porem num piscar de
olhos ele simplesmente desaparece na noite. Então! Caro amigo turista
desavisado. Cuidado ao andar na madrugada pelas praias da ilha, você pode se
deparar com este navio misterioso, e ganhar de presente algumas noites de
insônia.
By: Elcio Silva.
02 - A mulher e a criança brincado com o cachorrinho...
Outro causo contado por
ele aconteceu num fim de semana de julho, estava com uma garota que havia conhecido
a algum tempo e sempre ficavam juntos quando vinha para ilha. Bebiam num bar próximo
das pedras onde termina a praia do “vai quem quer” e inicia a praia da
“Flecheira”. A noite já estava adiantada, porém era cedo para os amantes da
madrugada. Porém não imaginava o quanto aquela noite seria diferente o bastante
para deixa-lo alguns dias confuso e sem entender bem como a vida é cheia de
surpresas. A mesa estava estrategicamente localizada, dava para ver a praia em
toda sua extensão. Em determinado momento observou uma movimentação e prestando
mais atenção, viu uma mulher trajando um vestido branco em pé reparando uma
criança brincando com um cachorrinho na praia, estavam um pouco distantes do
bar, mas dava para ver bem. Ficou intrigado, afinal a hora não era apropriada
para estarem naquele local. Continuou seu namoro e esqueceu a mulher resolvendo
dar mais atenção a namorada. Porém, quando olhou para o local novamente a
mulher de branco estava vindo em sua direção. Ao chegar pediu licença para sentar
com eles, curioso, perguntou o que ela fazia aquelas horas da noite sozinha na
praia com a criança. Ela respondeu que esperava seu marido, que ainda não havia
voltado. Depois de falar isso, se levantou e saiu andando pela praia, e num
piscar de olhos ela sumiu parecendo um fantasma, os dois ficaram assustados, sentiram
uma sensação estranha, o vento parou, o mar ficou calmo, a impressão que
tiverem foi como se o tempo realmente tivesse parado, resolveram pagar a conta
e ir embora, ao saírem caminhando pela praia, a garota começou a chorar
compulsivamente, ele sem entender perguntava o que havia acontecido porque
estava chorando, ela então manifestou um espirito provavelmente da mulher de
branco. Ela revelou a ele que tinha vindo para avisa-lo de algumas coisas que
aconteceriam com seus familiares, tinha vindo especialmente para esta missão, e
passou a relatar várias situações os quais ele ouviu atentamente. Depois a
garota voltou ao seu normal e ele a levou para casa, ao perguntar a ela se
lembrava de alguma coisa, esta respondeu que não lembrava de nada.
Após esse dia ele ficou
estranho só queria está sozinho pensando no ocorrido, depois de muito pensar e
analisar sobre as mensagens recebidas por aquele espirito do bem, resolveu
procurar todos que estavam envolvidos e os aconselhou a tomarem rumos
diferentes conforme cada caso. Não vou entrar em detalhes sobre o conteúdo dos
avisos dados, mas posso garantir que até risco de morte alguns poderiam sofrer
caso não levassem em consideração o aviso dado por aquele ser que já não fazia
mais parte deste mundo. Bem meus amigos, assim termina essa história. As vezes
o plano invisível usa suas armas para nos proteger de caminhos amargos que as
vezes tomamos.
By: Elcio Silva
03 - O homem da praia com “cara” de caveira.
Imagem da Internet.
Certa noite!... Estávamos reunidos na frente do restaurante do “Tio Gordo” tomando umas cervejas... Já era bem tarde, quando um de nossos amigos morador antigo do lugar, contou um caso acontecido há algum tempo atrás. Encheu seu copo de cerveja, virou de uma só vez e disse:
“Meus amigos, as pessoas quando vem para a ilha só pensam em diversão! E não estão erradas! Mas às vezes, mesmo tudo sendo motivo de festa, deviam ter cuidado! O povo da cidade, devido a vida corrida, esquecem a existência do imaginário e do encantado! Chegam aqui e pensam poder mexer em tudo, não respeitam as leis da natureza, é quando se dão mal! É quando são pegos de surpresa.”
Fiquei imaginando pelo olhar dele que algo muito assustador seria revelado naquela noite, continuou:
“Certa vez dois “cabocos” da cidade estavam aqui no bar “enchendo a cara”, já passava da meia noite quando resolveram ir para suas casas, localizada na praia da Pedra Branca, distante um quilometro daqui. O problema é que depois de uma breve discussão decidiram ir pela praia. Aconselhei a irem pela estrada, pois àquela hora era perigosa e não aconselhava o caminho da praia, mas sabe como é porre teimoso, não consegui convencê-los”.
Imagem da Internet.
Imaginei aqueles dois cheios do “me” andando pela praia numa noite fria, escura e silenciosa, realmente um lugar assustador e misterioso. Então perguntei: “Porque tanta preocupação ao irem pela praia, acredito que àquela hora da noite a estrada não seria tão diferente. Então ele prosseguiu:
“Espere o fim da historia, acredito que mudará sua opinião. No outro dia, eles apareceram e me contaram o sucedido com eles”.
Fiquei ansioso para saber o que havia acontecido. Então falaram quase ao mesmo tempo:
“Amigo, estamos até agora sem saber direito o que aconteceu, foi terrível, num primeiro momento pensávamos se tratar da bebedeira, mas depois percebemos e ficamos convencidos que tudo que se passou foi real. Quando saímos daqui, descemos a rua e fomos pela praia, o trajeto até nossa casa levaria no máximo uns 20 minutos, porem, andamos por horas e não conseguimos encontrar a escada que subia para nossa casa, em determinado momento, a paisagem mudou, as arvores pareciam maiores, foi como se tivéssemos voltado num tempo onde a ilha ainda não era habitada, a iluminação da estrada e as casas haviam sumido, tudo parecia selvagem, não existia vestígio de civilização, quando estávamos chegando a beira do desespero, avistamos um senhor aparentando ser idoso, ele estava sentado numa raiz de arvore trazida pelo mar, ficamos felizes ao vê-lo, pelo menos não estávamos só, resolvemos perguntar as horas para ele, quando o homem levantou e olhou para nós, ficamos desesperados e saímos correndo e gritando por socorro. Meu amigo! Você não vai acreditar! O homem tinha “cara” de caveira! Não sei, corremos por um bom tempo, foi então que num passe de mágica a paisagem estranha, voltou ao normal... Encontramos nossa escada e conseguimos chegar em casa são e salvos.”
É meus amigos... Não se brinca com o que não se conhece... Se tivessem ido pela estrada não teriam passado por este pesadelo.
Bem se isso aconteceu ou não, eu não posso dar certeza, mas esse é apenas um dos muitos casos ou “causos” que acontecem naquelas paragens.
By: Elcio Silva.
História
Os primeiros
habitantes da Ilha
de Cotijuba foram os índios Tupinambás, que a batizaram com este
nome. Em tupi, Cotijuba
significa "trilha dourada", talvez uma alusão às muitas falésias que
expõem a argila amarelada que compõe o solo da ilha.
Barranco de Argila, Praia da Pedra Branca, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
A
integração da ilha à cidade de Belém se iniciou em 1784, com a comercialização
do arroz cultivado no Engenho Fazendinha. Com a desativação do engenho, a ilha
passou a ser habitada, também, por famílias caboclas que sobreviviam do
extrativismo.
Em 1933,
quando a criminalidade infanto-juvenil em Belém atingiu índices alarmantes por
conta da estagnação econômica regional, após o declínio do Ciclo da Borracha,
foi inaugurado, na ilha, o Educandário Nogueira de Faria, construído para
abrigar menores infratores.
Durante a
ditadura militar, as instalações do educandário também abrigaram presos
políticos. Em 1945, imigrantes japoneses chegaram à ilha, ensinaram técnicas
agrícolas aos educandos e, em 1951, fundaram a Cooperativa Mista de Cotijuda
Ltda, em parceria com os agricultores locais.
Educandário Nogueira de Faria, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Educandário Nogueira de Faria, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Em 1968,
foi construída uma penitenciária na ilha e, por algum tempo, educandário e
presídio coexistiram. Porém, logo o educandário foi extinto e a ilha se transformou
em ilha-presídio, recolhendo condenados e presos políticos, adultos e menores,
com um sistema penal violento e arbitrário.
Os
menores e os presidiários construíram o sistema viário que se mantém pouco
modificado até os dias atuais. Em 1977, com a inauguração da Penitenciária
Estadual de Fernando de Guilhon, em Americano, a Colônia Penal de Cotijuba foi,
definitivamente, desativada.
O estigma
de ilha-presídio povoou o imaginário da sociedade paraense, mantendo-a à
distância. A Constituição Brasileira de 1988 transferiu Cotijuba ao domínio
municipal de Belém, quando houve o despertamento do interesse de veranistas
atraídos pela riqueza da sua biodiversidade e pela sua proximidade da capital
paraense.
Educandário Nogueira de Faria, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Em 1990,
através de Lei Municipal, a Ilha de Cotijuba foi transformada em Área de
Proteção Ambiental, fato que obriga a preservação das suas ricas fauna e flora
e proíbe a circulação de veículos motorizados, exceto os de segurança e saúde.
Bondinho com destino a praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Por do sol na praia do Vai Quem Quer, Cotijuba-Pa, Elcio Silva, 2014.
Segundo
os moradores de Cotijuba, em 2005, faleceu o último "preso" da ilha
e, com ele, foi enterrado todo o sofrimento que já existiu por ali. Hoje,
Cotijuba é um patrimônio a ser visitado, preservado e valorizado pela
humanidade. É uma ilha cheia de Amazônia e de Amazônidas.
Fonte Texto: www.cotijuba.com
Fotos: Elcio Silva, Cutijuba-Pa, 2014




















